A Minimartes nasceu de uma vontade antiga: transformar emoções em arte.
Durante mais de 20 anos, minha base foi a moda. Sou estilista, com especialização em Negócios da Moda, e minha trajetória sempre esteve ligada ao desenvolvimento de coleções, estampas e criação para marcas. A moda me trouxe técnica, repertório e disciplina. Estudei arte na faculdade, fiz cursos em paralelo, explorei técnicas e habilidades manuais, e naturalmente essa linguagem sempre esteve presente na minha formação.
Mas havia algo que não cabia totalmente na moda.
A moda é comunicação, mas também é mercado. Existe briefing, público, preço, calendário. E, em paralelo a isso tudo, existia em mim uma necessidade mais íntima de criar sem direção comercial. Pintar por pintar. Ilustrar por prazer. Trabalhar com aquarela, óleo, pastel, canvas. Enfim, era um espaço mais livre, quase silencioso que habitava em mim.

Obras da coleção Retratos da Alma
A pandemia marcou o início da virada.
Foi nesse período de incertezas que comecei a estudar psicanálise, a fim de compreender o que estava passando. E algo se expandiu. Passei a me interessar pelas emoções que não conseguimos nomear, pelas reações internas que ficam guardadas. Comecei a ilustrar silhuetas, gestos e corpos que expressavam estados psíquicos. Ou seja, aquilo que sentimos mas não sabemos explicar. A arte virou um meio de dar forma ao que é invisível.
Ao mesmo tempo, minha trajetória já vinha migrando do manual para o digital. Trabalhei muitos anos com softwares de design digital na moda. Depois vieram as novas tecnologias, com o iPad e os aplicativos digitais, trazendo novas texturas e possibilidades de fazer arte, sem perder a essência da subjetividade e expressividade. O digital me deu agilidade. Com a rotina intensa da moda, eu precisava de uma ferramenta que acompanhasse meu ritmo. E isso facilitou que a arte ocupasse um espaço maior na minha vida.

Obra: Mulher com Olhos Velados
No início, não pensei em negócio. Era um impulso criativo, quase um hobby. Mas, aos poucos, percebi que aquilo precisava ganhar o mundo. Eu queria que chegasse às pessoas.
Foi então que surgiu a ideia de criar uma galeria de arte online, um espaço onde essa produção pudesse existir de forma organizada e acessível. Em um momento em que todos estavam isolados, pensei em transformar a arte em uma pequena galeria que pudesse entrar na intimidade de cada um, alcançando o olhar, o silêncio e as emoções humanas.

Assim nasceu a Minimartes. O nome traz essa essência desde a origem. O M nasce de Magnólia, mas também significa o estilo de arte que me inspira. O A vem de Arte e, ao mesmo tempo, simboliza a inicial do meu parceiro e esposo nesse projeto, Anderson Monteiro, engenheiro de TI, que caminha comigo transformando ideias em realidade.
A Minimartes carrega essa união: criação e construção, sensibilidade e estrutura.
A proposta nunca foi excesso. É uma arte direta, comercial, mas intensa. Imagens que não precisam explicar demais para serem sentidas. Que chegam de forma simples, mas ficam no imaginário. Que permitem que cada pessoa olhe e reconheça algo seu ali.
Hoje sigo nas duas frentes.
A moda continua sendo minha metade mais voltada para o mercado. A arte é meu espaço mais íntimo, de expressão mais subjetiva, onde coloco para fora o que não cabe dentro de uma coleção ou calendário.
A Minimartes é esse lugar de encontro: entre técnica e emoção, entre forma e sentimento, entre o que se vê e o que se sente.
E é assim que ela continua crescendo...

